Por Marcos Paulo Ferreira

É bem conhecida a história bíblica da vitória do jovem Davi, um pequeno pastor de ovelhas, sobre o gigante Golias, um guerreiro do exército filisteu de 2,90 metros de altura. É surpreendente a maneira como Davi aceitou o desafio do gigante para um embate. Ao saber das afrontas de Golias, Davi não viu um gigante experiente de guerra. Ele viu um homem que desafiava “os exércitos do Deus vivo”. Viu a soberania de Deus sendo afrontada por um simples homem de outro povo, por isso ele perguntou: “Quem é esse filisteu incircunciso para desafiar os exércitos do Deus vivo?” (I Samuel 17.26).

O que levou Davi a isso foi a sua confiança em Deus. Nos campos de ovelhas, a vida anônima de Davi era de profunda intimidade com o Deus todo poderoso. Foi no anonimato que Davi venceu as garras de um leão e de um urso e pôde erguer um altar secreto de adoração e louvor a Deus pelos seus feitos. Sozinho, ele e Deus, na solidão dos vales e montanhas, enfrentando os desafios da natureza, sem ninguém ao redor para impressionar ou que pudesse corromper sua motivação, esse jovem era forjado como verdadeiro adorador.

A experiência individual de Davi lhe deu o alicerce de confiança no Senhor para aceitar o desafio do gigante. Antes de se impressionar com a presença intimidadora do gigante, Davi havia se impressionado com a grandeza de Deus e vivia para adorá-lo. Agora, com o gigante e diante de muitas testemunhas, ele ergueria um altar público de louvor e adoração ao Senhor.

Existem leões e ursos que precisamos enfrentar quando estamos sozinhos, nós e Deus. Muitas vezes, essas feras habitam nossa própria alma, estão presentes em nossos pecados e feridas. Por isso, antes de tudo, precisamos buscar a Deus individualmente, a sós.

Como tem sido a nossa vida de intimidade com o Senhor? Temos levantado um altar secreto a Ele e ofertado nossas vidas como sacrifícios vivos e agradáveis?

O Senhor quer nos preparar para uma vida de confiança nEle e para vencermos os gigantes da vida pública, mas antes precisamos buscá-lo em secreto, rendendo-nos a Ele para vencermos as feras de nossas próprias almas.