Se resolvermos entrar na cidade, morreremos de fome, mas se ficarmos aqui, também morreremos. 2 Reis 7:4

Certa vez o povo de Israel estava com a cidade cercada por inimigos e prestes a morrer de fome. Havia, porém, algumas pessoas que estavam do lado de fora da cidade e que não eram incomodados pelos exércitos inimigos. Leprosos cujo único incômodo era  bem simples: eles não tinham o que comer. Na encruzilhada entre morrer de fome, com medo, e morrer de guerra, eles fizeram uma escolha. Saíram da cidade (para morrer de guerra). Em vez da morte, eles encontraram um milagre de salvação de Israel.

Esse tempo de isolamento expôs um dos maiores medos do brasileiro padrão e de muitas pessoas espalhadas pelo mundo: o medo de morrer. Esse medo de adoecer e, consequentemente morrer, fez com que milhões de pessoas ficassem em casa irrestritamente por meses a fio.

Entendo esse medo no imaginário da população brasileira sincretista e que não sabe (ou finge não saber), não crê ou ainda nega o que virá após a morte. Por outro lado, muito me causa estranhamento esse sentimento em meio aos Cristãos, que não necessariamente precisam desejar morrer, mas não devem temer a morte. Até porque o encerramento dessa vida, traz a certeza do encontro com Cristo! Sim, temos uma obra a fazer na Terra: propagar o nome do Cristo vivo, mas a morte faz parte da vida desde que o pecado entrou no mundo e precisamos encará-la como parte natural da vida e não como o bicho papão que nos procura à noite. Principalmente, porque nossa vida está nas mãos de Deus, e não podemos acrescentar um minutinho que seja à ela – e nem tirar.

O que fazer então? Abandone o medo, meu irmão. É tempo de retomada das nossas vidas – com máscara, mas fora de casa. Saia da sua casa, para trabalhar, ver sua família, servir a Jesus e viva o que Deus tem para você. E sem medo, pois esse mesmo Deus cuida de você.