Por Dayse Fontoura

Lembro-me de uma vez, no Rio de Janeiro, quando meu irmão e eu brincávamos inocentemente em uma praça. De repente, meu pai, que estava sentado em um banco ao longe, veio correndo e agarrou pelo pescoço um homem que nos observava de cima da árvore e estava pronto para nos atacar. Foi um susto! Meu pai deu dois safanões nele e o homem fugiu rápido como um raio. Depois continuamos a brincar com toda a alegria e sem nenhuma preocupação, pois papai cuidava de nós.

Dentre tantas características boas da infância, duas se destacam quando falamos de fé cristã: a curiosidade para aprender e a credulidade.

Uma criança é sempre disposta a conhecer e explorar o novo. Faz inúmeras perguntas aos pais, e sempre quer saber o porquê. Também acredita que seus pais são verdadeiros, que sempre estarão ao seu lado para ampará-la. Anda despreocupada com perigos, porque mamãe e papai estão cuidando dela.

Quando Jesus falou que para entrar no céu a pessoa deve se converter e se tornar como uma criança (Mateus 18.2-3), Ele certamente não falava da conservação da imaturidade, mas do desenvolvimento de um coração sempre disposto a aprender e extremamente confiante na Sua bondade.

Falava de mantermos o brilho nos olhos quando Ele começasse a falar e nos mostrar as realidades da vida, sobre a alegria de estar na Sua presença. Crianças pequenas estão sempre querendo aprender com os pais, nunca acham que sabem demais.

Fazem seus questionamentos de forma tão simples, tão sincera e tão humilde, como um verdadeiro discípulo de Cristo deveria fazer.

O céu pertence a quem quer aprender mais e mais de Deus, que se assenta aos pés do Criador do Universo e busca nele a fonte inesgotável de sabedoria. E que confia que tudo o que Ele diz é verdade, e o melhor para nós. O céu é dos aprendizes.