Por L. Roberto Silvado

O profeta Habacuque lamenta-se ao ver a decadência da justiça. É surpreendido, pois Deus disciplinará Seu povo de forma inesperada. Na segunda lamentação ele relembra quem é o seu Deus e assim, no meio da aflição, consegue ver renascer a esperança. Após derramar sua alma diante de Deus ele faz algo que deve ensinar-nos uma lição: “Vou subir à minha torre de vigia e vou esperar com atenção o que Deus vai dizer e como vai responder à minha queixa” (Habacuque 2.1 NTLH).

“O profeta decidiu… que não vai procurar resolver com a sua razão a aparente contradição entre a eleição de Israel por Deus e a devastação que o povo sofrerá nas mãos dos caldeus. Ele não vai depender da sabedoria humana – ele vai esperar uma compreensão que vem de Deus. A humildade e a esperança do profeta falam à Igreja de Cristo… os caminhos de Deus são mais altos que os caminhos do homem. Só podemos compreender os enigmas e paradoxos da vida por revelação divina” (Briscol).

Para lidar com o incompreensível da vida, precisamos parar tudo e ir para a “nossa torre de vigia”, que pode ser um parque, um quarto silencioso, um lugar onde a nossa alma se aquieta na presença de Deus: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus” (Salmos 46.10).

Alguém que espera no Senhor a resposta, contrasta com aqueles que buscam as respostas na sua própria força, imaginação e razão. Calvino afirma que “Todos que se entregam ao próprio entendimento merecem…ser deixados para serem levados para cima e para baixo, para aqui e para lá por Satanás; porque a segurança do cristão está em basear-se na Palavra que vem do Senhor”.

Você tem buscado respostas em Deus? Esperado o tempo de Deus na sua vida? Você tem se apoiado no seu próprio entendimento para resolver os enigmas, complicações e paradoxos da vida? “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento” (Provérbios 3.5).