Por Marcio Tunala

Vocês, orem assim: “Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas li­vra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém”. (Mateus 6. 9 a 13)

Precisamos observar com muito ca­rinho a convocação de Jesus para a maneira como devemos orar. Já na in­trodução para a Oração, o Senhor sur­preende: “Portanto vós orareis assim”. O Senhor Jesus Cristo, nestas palavras, deu aos seus discípulos e a nós uma di­retriz para a oração.

Quando lemos Os dez mandamentos temos regras morais para a nossa vida. No histórico credo apostólico, encontramos um resumo da nossa fé, porém na oração do Pai Nos­so, o que temos é um padrão de nossa oração.

Como Deus apresentou a Moi­sés um padrão do tabernáculo (Êxodo 25.9), assim, Jesus apresenta aqui um padrão de oração para nós: “Portanto vós orareis assim”. O significado é, faça disto a regra e o modelo pelo qual você deverá moldar as suas orações.

Calvino dizia que nós devíamos examinar nos­sas orações por esta regra. Não que nós estejamos amarrados às palavras da Oração de nosso Mestre. Está muito claro que Jesus não disse: “com estas palavras”, mas “desta maneira”. E “des­ta maneira”, significa deixar que todos as nossas petições concordem com as coisas contidas na Oração de Jesus.

É muito importante uma reflexão e enten­dimento da riqueza desta oração e o quanto ela nos ensina. Ela nos direciona e nos motiva a orar com constância e coerência.

Tertuliano chamava esta ora­ção padrão de “breviário e compêndio do Evangelho” (um resumo do evange­lho). A oração do Pai Nosso tem uma exatidão que aparece na dignidade do Autor.

Depois não há duvida que a per­feição na construção deste modelo se tem na excelência de como os assuntos são elaborados. Tomás de Aquino disse que a oração do Pai Nosso é a mais perfei­ta de todas as orações pois “contém não apenas todas as coisas que pode­mos corretamente desejar, mas também tudo o que nos é proveitoso querer”.

Como você tem orado?