Por Pr. Marcos Paulo Ferreira

A compaixão e a justiça fazem parte da essência de Deus. Diz a Bíblia que “O Senhor é misericordioso e justo; o nosso Deus é compassivo” (Salmo 116.5). A história da nossa salvação é uma história movida pela compaixão de Deus.

Mas será que somente a compaixão de Deus, sem a justiça, seria suficiente para nos libertar do estado de escravidão e degeneração que vivíamos? Certamente não! A compaixão nos leva em direção a uma necessidade específica do próximo, pode até resolver um problema temporário, mas não traz salvação completa. A compaixão pode promover certa emancipação, mas não verdadeira libertação.

Quando Jesus veio para inaugurar o reino de Deus na terra, Ele virou o sistema de valores do mundo de cabeça para baixo. Para uma cultura obcecada por posição e poder, Ele modelou servidão e amor como bases, colocando sua própria vida como parâmetro do que deveria ser o amar ao próximo (Jo 13.34).

Sua vida foi movida pela compaixão. À medida que via as multidões, era impulsionado a trazer alívio para suas dores e ansiedades (Mateus 9.36-37; 14.14; 15.32).

Porém, Ele tinha um alvo muito maior do que a solução dos problemas temporários daqueles que O buscavam, Ele estava preocupado em realizar toda justiça de Deus e isso aconteceria quando ele se entregasse por nós na cruz (I Cor 1).

Era necessário que a justiça fosse feita para que, em vez de emancipação através de uma cura, de recursos sendo providos ou de dignidade, cada pessoa pudesse experimentar a verdadeira paz da justificação e reconciliação com Deus (Rm 5.1-5) e, uma vez libertos por Cristo, pudesse experimentar uma nova vida com uma nova mentalidade (II Cor 5.16-19).

Aqueles que encontraram libertação em Cristo se tornaram justiça de Deus, agentes da reconciliação, embaixadores de um novo reino, de um novo jeito de viver (II Cor 5.19-21).

Como Igreja, compaixão e justiça não podem ser vistas apenas como um ministério voltado para solução de problemas temporais das pessoas, mas como algo que pode levá-las a experimentar uma nova vida em Cristo, um novo jeito de ser, viver e conviver com Deus e com as pessoas.

Por isso, precisamos olhar além das soluções imediatas e nos posicionar como voz profética contra toda forma de injustiça!

Há dezenas de anos, o Brasil vive uma cultura de corrupção que gera miséria, aumenta a desigualdade social e escraviza as pessoas.

Como igreja, precisamos ir além da nossa compaixão e olharmos com o olhar da promoção da justiça. Precisamos nos posicionar pedindo mudança nas estruturas do sistema brasileiro, que dão brecha e perpetuam a iniquidade instaurada.

Neste mês, estamos sendo desafiados a intensificar nossas orações. Ore por nossa nação, para que o Senhor nos use para promovermos compaixão e justiça.

 

ENDEREÇO

R. Amazonas de Souza

Azevedo, 134 Bacacheri,

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Telefone: (41) 3363-0327

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