Por Pr. Marcos Paulo Ferreira

Esse não tem sido um tempo fácil para quem quer viver um evangelho genuíno baseado nos ensinos da Palavra de Deus. Pressões que antes eram de alguns grupos específicos sobre a fé cristã, hoje são promovidas pelos formadores de opinião como jornalistas, educadores, artistas e toda indústria de produção cultural.

Comportamentos que antes eram tidos como transgressores, hoje são legitimados até por força de lei. Estamos em uma nova sociedade que exigirá muito mais de cada pessoa que crê e segue a Jesus como discípulo.

Muitas vezes, cedemos à lógica irracional dos tempos atuais de viver aquilo que agrada momentaneamente, que satisfaz e preenche um vazio temporário. A lógica que diz: se você se sente bem, que mal tem? Se você não prejudica ninguém, que mal tem?

Ao ceder a essa lógica de viver pelas emoções, muitos cristãos perderam a capacidade de se comunicar como seres pensantes. Começaram a viver a fé cristã como se fosse um salto no escuro, onde se é levado pelas emoções e prazeres momentâneos.

Vivem como “crianças inconstantes, levados de um lado para o outro pelas ondas, jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e caem na astúcia e esperteza de homens que enganam e induzem ao erro.” (Efésios 4.14).

O Senhor Jesus demonstrou a importância de pensar. Ele questionava frequentemente seus interlocutores e os incitava a refletir. Ao conhecer Jesus pelos evangelhos, desmistificamos a ideia de que a fé é um exercício para ignorantes.

Jesus ensina a articular nossas convicções e crenças utilizando dois recursos: a Escritura Sagrada e o raciocínio. É por isso que o comando bíblico é claro: “antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.” (I Pedro 3.15).

Devemos amar a Deus não só com todo o coração e alma, mas também com todo o entendimento (Mateus 22.37). É a união de uma vida de santidade e preparada para responder as questões do mundo atual. Não com respostas sentimentalistas de que isso ou aquilo faz bem, mas com clareza e inteligência demonstrando as razões da fé.

Por isso, nosso desafio é abandonar a anestesia reflexiva e responder positivamente ao convite de Deus: “Venham, vamos refletir juntos” (Isaías 1.18). Por isso a IBB possui o nosso Centro de Formação Integral (C.F.I). O curso visa equipar jovens e adultos com uma mentalidade bíblica lúcida, formando discípulos adoradores e multiplicadores.

Qual a sua decisão? Ser um crente que pode estar sujeito aos ventos de doutrinas ou ser um discípulo multiplicador, preparado a viver em santidade e responder às demandas de nosso tempo?