Por Marcos Paulo Ferreira

Jejuar é amar a realidade acima do símbolo. O alimento é bom, mas devemos ter fome de uma ceia melhor: a comunhão com o próprio Criador.

Em certa ocasião, “os discípulos insistiam para que Jesus se alimentasse. ‘Mestre, come alguma coi­sa’, diziam eles. Mas Ele lhes disse: ‘Tenho algo para comer que vocês não conhe­cem’. Então seus discípulos disseram uns aos outros: ‘Será que alguém lhe trouxe comida?’. Disse Jesus: ‘A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir a sua obra.’” (João 4.31-34). Nós glorificamos a Deus quando o preferimos acima de seus dons.

Nem sempre são as coisas más que nos tiram a fome de Deus, mas os simples prazeres da terra, os deleites da vida (Lu­cas 8.14; Marcos 4.19). “Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” não são um mal em si mesmos. Não são ví­cios. São presentes de Deus.

No entanto, podem se tornar substitutos mortíferos do próprio Deus em nossa vida.

O Senhor Jesus nos alertou que antes de sua vol­ta as pessoas estarão vivendo desatentas como a geração que pereceu no dilúvio (Mateus 24.37-39). Que mal há em comer e beber, casar e dar-se em casamento? Nenhum! Mas, quando nos deleitamos nas coisas boas e substituímos Deus pelas dá­divas de Deus estamos em grande perigo.

O jejum não é fome de coisas boas; o je­jum é fome de Deus.