Por Pr. Marcos Paulo Ferreira

Vivemos um novo ambiente. Hoje, homens e mulheres têm iguais oportunidades. Há mulheres na liderança das empresas, das casas e dos países. Elas são mais bonitas, estudam mais e, muitas vezes, ganham mais do que os homens. Depois de muito ter sido discutido sobre o papel das mulheres, agora é o homem quem procura o seu espaço.

Com a provisão financeira no lar dividida entre o casal, o homem não se justifica mais simplesmente por ser quem traz o sustento à família. O imperativo “seja homem”, tão comum na Bíblia, precisa ter seu sentido real. Um conceito que vai muito além do ganho financeiro ou da força física, que antigamente davam condições para o homem sair, enfrentar o perigo e trazer o sustento familiar.

Embora homens e mulheres possuam qualidades inerentes, diferenças físicas, emocionais, mentais e relacionais, ambos foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1.27). Esse conceito foi resgatado por Jesus, colocando tanto o homem quanto a mulher como sacerdotes diante de Deus (I Pedro 2.5,9). “Não há homem nem mulher, porque todos são um em Cristo Jesus” (Gálatas 3.28). Como os sacerdotes no Antigo Testamento, todos têm a missão de estar a serviço do outro, suprindo suas necessidades espirituais e materiais. Ambos são verdadeiros intercessores.

É sobre esse fundamento que a Palavra de Deus convoca o homem cristão para se posicionar como líder no lar. Não porque ele é o mais forte ou porque traz o sustento para casa, mas porque o homem e a mulher estão debaixo de um princípio estabelecido por Deus. Ao lermos Efésios 5.21-31, veremos claramente esse princípio, o da liderança sacrificial no lar.

A liderança masculina do lar nasce da imitação de Cristo, que se sacrificou pela igreja demonstrando justiça e amor. Isso só ocorre quando o homem busca no Senhor o mesmo amor que há em Cristo, o amor ágape, incondicional, ativo, que sacrifica a si mesmo quando necessário.

Ser homem no lar é liderar sacrificialmente. É fazer com que a esposa esteja cada vez melhor em todas as áreas da vida. Mais bonita, mais segura, mais feliz, mais plena. Usando a linguagem que relaciona a igreja à esposa, a ideia é apresentá-la “gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5.27).

Liderar sacrificialmente é ser o cabeça, respeitando as necessidades do corpo, cuidando dele e dando direção. Para isso, é necessário se envolver com todos no lar, conhecendo seus limites, sua linguagem do amor, suas carências e suas virtudes. Não é possível liderar sendo ausente, deixando todas as decisões nas mãos da esposa ou de algum filho mais velho.

Há homens que podem ser grandes amantes, mas líderes terríveis e há homens que são grandes líderes, mas terríveis amantes. O ego masculino com frequência se encontra exaltado bem além de sua capacidade real. A chave é o equilíbrio. Ambos, marido e mulher devem se esforçar para alcançar o equilíbrio dentro de seus papéis.

Enfim, para ser homem no lar, é necessário equilibrar amor sacrificial e liderança. É necessário, liderar sacrificialmente. Você, como marido, tem cumprido seu papel no lar? Como filho(a), tem ajudado seu pai a cumprir o papel dele? Como esposa, tem auxiliado o homem da casa a desempenhar seu papel?

ENDEREÇO

R. Amazonas de Souza

Azevedo, 134 Bacacheri,

82520-620, Curitiba - PR

 

Telefone: (41) 3363-0327

assine nossa newsletter