Por Pr. Marcos Paulo Ferreira

Deus criou o homem com suas próprias mãos. Do barro o fez como um artesão que com todo zelo e amor desenvolve sua obra de arte. Fez um lugar maravilhoso para que a Sua obra prima pudesse habitar e deu a ela um jardim para cuidar e cultivar. Após criar, o próprio Deus concluiu que tudo havia ficado bom.

Mesmo assim, depois de criar Adão, Ele declarou: “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2.18). Embora o homem tivesse Deus e toda a criação para se relacionar, o Criador entendeu que ele se encontrava só, no vazio e sem sentido (Gênesis 2.18-20). A expressão “não é bom que o homem esteja só” não se refere à qualidade da criação, no sentido de que o que Deus criou havia ficado ruim. Essa expressão está relacionada à completude.

O que Deus estava dizendo era: “O homem ainda não está completo, ele precisa de iguais”. Adão tinha alguém superior a ele -Deus – e tinha seres inferiores a ele – os animais, mas faltava-lhe um igual. Ele não se via refletido, não se entendia e não se percebia, pois não existiam outros iguais.

O ser humano só se complementa e só se entende quando está diante do outro. O ser humano, para entender-se e poder perceber a imagem e semelhança de Deus, necessita do seu próximo, do seu igual.

É por isso que a Bíblia diz que “quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (I João 4.20) e também que o que (não) fizermos às pessoas, a Deus (não) fazemos (Mateus 25.45). Por isso que Deus deixou a Sua glória e veio como homem, para que pudéssemos olhar para Jesus e ver a glória de Deus (João 1).

Precisamos andar em intimidade com Deus. Esta intimidade, porém, precisa gerar intimidade com as pessoas, pois pessoas precisam de Deus e também de pessoas.

Você tem buscado intimidade com Deus, sozinho, em um lugar só teu, assim como Jesus ensinou?
Você tem se relacionado com as pessoas como imagem e semelhança de Deus e buscado, por meio delas, desenvolver mais de Cristo em você?