As histórias dos personagens bíblicos transmitem ensinamentos relevantes, por isso é importante relembrá-las

Você conhece os personagens bíblicos e suas histórias? Talvez exista algum deles com o qual se identifique mais, cuja história carregue com maior carinho ou, quem sabe, sirva de inspiração nos momentos de dificuldade.

As histórias bíblicas são recontadas a milhares de anos, pela relevância do seu sentido moral e espiritual. Diante da importância do ensinamento carregado por esses personagens, a IBB tem relembrado o que se passou com alguns deles. O primeiro foi Jacó. Reveja essa passagem.

Do nascimento ao engano

“Duas nações estão em seu ventre;

já desde as suas entranhas

dois povos se separarão;

um deles será mais forte que o outro,

mas o mais velho servirá ao mais novo.”

(Gênesis 25:22-23)

Rebeca, esposa de Isaac, deu à luz dois meninos, o primeiro nasceu ruivo e foi chamado Esaú. Depois, agarrado ao calcanhar do irmão, veio Jacó. Quando cresceram, o mais velho tornou-se um caçador habilidoso, enquanto o mais novo cuidava do rebanho e vivia nas tendas. Um dia, enquanto Jacó preparava um ensopado, seu irmão chegou com fome. Mas ele disse que só lhe daria um prato se Esaú vendesse seu direito de irmão mais velho. Este assim fez.

Quando Isaac estava perto de morrer, Rebeca ouviu ele pedir ao primogênito que caçasse e lhe preparasse uma comida gostosa que então lhe abençoaria na presença do Senhor. A mãe contou a Jacó o que tinha ouvido e este se fez passar pelo irmão para receber a bênção em seu lugar, ficando, assim, com os direitos de filho mais velho.

Ao descobrir a farsa, Isaac abençoou também Esaú. Assim, os dois filhos ficaram com os direitos de filho mais velho. Mas o primogênito estava enfurecido, então Rebeca falou para Jacó fugir para a casa do irmão dela, Labão, em Harã. Para que não fosse morto.

Fuga e exílio

“Todos os po­vos da terra serão abençoados por meio de você e da sua descen­dência. Estou com você e cui­darei de você, aonde quer que vá; e Eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi.” (Gênesis 28:12-15)

Durante a viagem para a casa do tio, Jacó teve um sonho no qual Deus confirmou a promessa feita a Abraão e garantiu que o protegeria. Em Harã, Jacó conheceu sua prima Raquel. Por desejar casar com Raquel, Jacó fez um acordo com Labão de que poderia se casar com ela depois de sete anos de trabalho. Mas foi enganado pelo tio que lhe concedeu a filha mais velha, Lia, como esposa.

Em novo acordo, Jacó trabalhou mais sete anos para poder se casar com Raquel. Teve 11 filhos enquanto morava com o sogro. Mas depois de anos, Jacó quis retornar para casa e Labão lhe propôs vários acordos para que ficasse. Eventualmente, Jacó conseguiu fugir. Entretanto Labão o alcançou durante a fuga, quando ambos fizeram uma aliança.

Retorno para casa

Depois do encontro com o sogro, Jacó prosseguiu o caminho e encontrou um anjo na beira de um rio, com o qual lutou uma noite inteira. O ser celestial chegou a deslocar a coxa de Jacó, que conseguiu a vitória mesmo tendo sido ferido. A bênção da vitória mudou o nome de Jacó para Israel, que significa “o que luta com Deus”. Mais tarde, Deus reafirmou a mudança do seu nome.

Depois da luta com o anjo à beira do rio, Jacó prosseguiu viagem. Logo estava próximo da casa do irmão. Quando viu que este se aproximava com 400 homens, repartiu os filhos entre Lia, Raquel e as duas servas. Então, passou a frente de sua família e lançou-se ao chão sete vezes em súplica, antes de se aproximar do irmão. Quando Esaú quis saber quem eram aquelas pessoas, o mais jovem falou que eram seus filhos.

Então todos foram se aproximando enquanto repetiam o gesto de Jacó. Diante da família prostrada de Jacó, Esaú quis saber o que estava acontecendo. O irmão mais jovem disse que desejava o seu perdão.

“Oh, suplico-te, replicou Jacó, se ganhei teu favor, aceita este presente de minhas mãos; porque te contemplei como se contempla Deus, e me fizeste bom acolhimento.” (Gênesis 32.33.10)

Esaú disse que não havia necessidade daquilo, mas Jacó fez questão que ele aceitasse o que oferecia, pois Deus muito lhe concedeu. Jacó temia um conflito quando visse o irmão, mas o que encontrou foi o perdão. Esaú convidou então o outro para que partissem juntos. Mas Jacó disse que com sua família e rebanho não poderia acompanhar o passo do irmão e assim se despediram. Esaú partiu para Seir e lá fundou uma nação.

Nascem as doze tribos

“Deus disse a Jacó: “Vamos, sobe a Betel e fica ali, e levanta um altar nesse lugar ao Deus que se manifestou a ti, quando fugias diante de teu irmão Esaú.” (Gênesis 34.35.1)

Depois da partida do irmão, Jacó teve anos difíceis com os conflitos que seus filhos, Simeão e Levi, tiveram com os filhos de Hamor. Raquel morreu durante o parto de Benjamin, logo depois de sua ama, que também era importante para a família. O filho predileto de Jacó, José, foi afastado dele.

A fome assolava a região onde vivia, quando Jacó já estava bem idoso. Por isso, precisou se exilar no Egito. Lá, foi bem recebido e reencontrou seu filho José. Antes de morrer, Jacó abençoou os filhos de José: Efraim e Manassés. Também abençoou seus próprios filhos, formando as doze tribos de Israel. Quando Jacó faleceu, foi enterrado no túmulo da família com Abraão, Sara, Isaque, Rebeca e Lia.

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