Por Pr. Marcos Paulo Ferreira 

Maturidade é um assunto presente em nossa sociedade. Por exemplo, discute-se no Brasil qual é a idade em que um adolescente já tem maturidade para responder criminalmente por seus atos. Um dos argumentos usados baseia-se no fato de que a criança e o adolescente de hoje têm mais informação do que um adulto tinha na época da formação do Código Penal e, por isso, estaria consciente das consequências de suas atitudes.

O objetivo aqui não é discutir o tema da maioridade penal, mas será que maturidade está relacionada com conhecimento e experiências?

Não é difícil encontrarmos pessoas que passaram por várias experiências na vida ou que têm uma bagagem alta de conhecimento e mesmo assim continuam a ter atitudes inconsequentes. Não é certo, portanto, que ter conhecimento ou experiências marcantes, sejam boas ou ruins, implica em ter maturidade.

O que ocorre é que estamos cheios de informação, mas o que realmente precisamos é de transformação.

Nossa sociedade tem sido hábil em informar, mas perdeu as rédeas de uma educação transformadora. A falência moral de nossos líderes, a falta de referenciais e o relativismo ocasionaram uma educação individualista e estéril. O caminho da maturidade precisa de uma jornada de conhecimento comunitária que, ao aprender juntamente com o outro e do outro, se torna frutífera.

Sou responsável diante do outro em aplicar aquilo que aprendo.

A Igreja tem na sua essência a missão e o dever de promover uma educação transformadora que leve à maturidade. A Palavra de Deus em Efésios afirma que “Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo.”

O apóstolo Paulo, falando sobre seu chamado, mostra o esforço na sua missão de proclamação, admoestação e ensino “a cada um com toda a sabedoria, a fim de apresentar todo homem perfeito em Cristo” (Conf. Colossenses 1.28). É a missão de cada discípulo de Jesus de se esforçar em ajudar o outro a chegar à maturidade usando seus dons. Nosso desafio é fazer com que nossos irmãos não sejam “lentos” em “discernir” e “exercer” o que aprendem (compreensão e prática).

Hebreus 5.11-14 – “Quanto a isso, temos muito que dizer, coisas difíceis de explicar, porque vocês se tornaram lentos para aprender. Embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal”.

O caminho da maturidade é o do estilo de Vida Discipular, que carrega em si a missão de chegar à maturidade crescendo à imagem de Cristo e que tem como alvo levar outros a essa mesma plenitude.

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R. Amazonas de Souza

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