Por Pr. Marcos Paulo Ferreira

Quando era criança, ouvia algo dos meus pais que me intrigava. Sempre que as coisas não corriam bem comigo, minha mãe me perguntava: “piá, você está andando em comunhão com Deus? Está orando com o coração?”. Confesso que demorei para entender o que era isso. Com o tempo fui descobrindo, através do exemplo deles e da leitura bíblica, que viver essa “comunhão” era viver um estilo de vida de intimidade com Deus, em que a oração era constante em todas as ocasiões. Descobri que orar com o coração era ir além da oração religiosa sistematizada, era preencher a mente constantemente com adoração, gratidão, intercessão e petição dependente de Deus, ao ponto de fazer isso se tornar natural a partir dos impulsos do nosso coração.

Na visão bíblica, o coração é a fonte de nossas energias físicas, emocionais, intelectuais, volitivas e morais. No coração, originam-se impulsos impenetráveis, além de sentimentos, disposições e desejos inconscientes. O coração tem suas razões e é o centro das pessoas. É por isso que somos ensinados a “orar continuamente” (1 Ts. 5.17), um desafio que começa com a mente sendo levada cativa em obediência e faz descer ao coração quando aprendemos a “orar em todas as ocasiões no Espírito” (Ef. 6.18).

Essa prática da constante oração mental e verbal enquanto realizamos nossas tarefas diárias, nos leva a um nível mais profundo de percepção espiritual. Leva-nos a viver um estado de consciência plena de Deus, em que somos impulsionados a orar não somente pela razão, mas pelo Espírito Santo dominando nosso coração. É a intuição da oração que começa com o amanhecer do dia, se satisfaz com o contemplar de uma rua bem arborizada e se alegra com uma criança que brinca deixando-se levar por gratidão espontânea. É na compaixão do coração ao ver alguém em sofrimento, em injustiça e opressão, que somos levados à intercessão. É na indignação contra si mesmo, na luta contra nossos desejos pecaminosos e sentimentos maus, que somos levados ao quebrantamento e confissão. É quando as tomadas de decisões são motivos de petição e toda a experiência da vida é permeada pela santa dependência de Deus e interação com Ele.

O seu coração já ora ao Senhor ou você ainda precisa de esforço para estar na presença de Deus? Minha oração é que você possa obedientemente começar a orar em todo tempo, até o ponto que o seu coração espontaneamente comece a orar.

ENDEREÇO

R. Amazonas de Souza

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