Por Dayse Fontoura

Uma parábola bastante conhecida do Novo Testamento, a do filho pródigo, narra as relações entre um pai e seus dois filhos.

Às vezes, enfoca-se tanto a atitude do pródigo que quase nos esque­cemos que ele tinha um irmão. Essa história nos revela muito sobre a graça e a misericórdia de Deus e as reações humanas.

Tenho que confessar que esse relato durante algum tempo provocou em mim o mesmo sentimento do filho mais velho: indignação. Para ele que sempre estivera com o Pai não havia festa, só trabalho. Mas, perceba a resposta do Pai: “Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu…” (Lucas 15. 31).

Às vezes, na caminhada cristã perdemos o foco daquilo que realmente importa: o maior prêmio é estar com o Pai. O resto é consequência.

Foi só quando o filho mais novo começou a provar o que era trabalhar para senhores malvados, que percebeu que tinha perdido o melhor de tudo em sua vida. Nem a perda dos bens o incomodou tanto, quanto a frieza daqueles que só o exploravam.

Percebeu que seria melhor ser escravo do seu próprio pai do que continuar sendo oprimido por aqueles que não se importavam com ele. O filho mais velho nunca conhecera esse sentimento, por isso estava começando a perder a noção do que verdadeiramente era o melhor de sua vida: sempre contara com o amor, o apoio e os ensinamentos de seu pai. Invejou a festa.

Infelizmente, muitos filhos de Deus se esquecem que andar com Cristo é o melhor mesmo que seja com a enxada na mão e debaixo do sol. Estar com o Senhor que lhes cuida é o prêmio maior da salva­ção, pois antes disso éramos dominados por um senhor ruim e tínhamos, por herança, o inferno.

Nada vale mais do que estar com Deus! Nada! Essa é a bênção da qual todas as demais são consequência.

Quanta coisa aprendemos quando meditamos na Palavra de Deus e a guardamos em nosso coração! As reflexões acima não são fruto de uma passada rápida de olhos pela Bíblia, mas ensina­mentos adquiridos enquanto nos aproximamos das Escrituras com desejo de aprender.

O Espírito Santo precisou trabalhar o meu sentimento inicial com relação à passagem e me mostrar que, como aquele irmão, eu tenho o melhor dessa vida!