Por L. Roberto Silvado

Quando oramos o Pai Nosso estamos falando com o Deus Criador onisciente, onipotente e onipresente. Em linguagem poética, Ele sempre está à nossa frente para nos guiar, atrás de nós para nos empurrar, debaixo de nós para nos carregar, acima de nós para nos abençoar, em torno de nós para nos proteger e dentro de nós para nos santificar.

Você já ouviu alguém dizer que creu em Deus e depois decidiu orar a Ele? O que sempre ouço é o contrário. As pessoas dizem que ao passar por alguma situação extrema em suas vidas, decidiram orar a Deus e, pelo ato da oração, começaram a conhecê-lo. Perceberam no meio da crise que Deus estava lá para ouvir. Oraram e, então, creram. Porque Deus sempre está pronto a escutar, nós nos tornamos aqueles que falam com Ele, se sentem acolhidos e amados por Ele.

Deus nos escuta em todo o tempo, portanto podemos orar em todo o tempo. Com muita propriedade David Hansen faz a seguinte afirmação acerca da nossa vida de oração: “Não devemos auto flagelar-nos com sentimento de culpa, porque Deus quer que oremos o tempo todo e oramos tão pouco. Em vez disso, precisamos ser acentuadamente atentos à presença de Deus.

Se nos desvencilhamos de nossa ideia de que sabemos quando orar, e deixamos que a presença de Deus extraia de nós a oração, esta torna-se livre e até amiga. O amigo não exige que falemos; o amigo cria espaço, para que possamos falar. Deus causa a oração, sendo o amigo presente, pronto para escutar, cria o espaço para falarmos.”

Quando Jesus nos ensina a orar usando o Pai Nosso, Ele quer nos ensinar que é Deus quem inicia a oração com o Seu escutar. Deus nos escuta em todo o tempo, portanto podemos orar em todo o tempo. O escutar de Deus cria um vazio em nossa alma.

Nós respondemos com a oração e, no processo, aprendemos que Deus nos ama e nos alegramos com quem Ele é. Por isso na primeira metade da oração do Pai Nosso temos a expressão da nossa preocupação com a glória de Deus em relação ao Seu nome, ao Seu governo e à Sua vontade.

Ao orarmos a segunda metade da oração ensinada por Jesus percebemos que Ele incluiu nos três pedidos todas as necessidades humanas.

A dimensão material é atendida pelo “Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia”; a dimensão espiritual pelo “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.”; e, a dimensão moral pelo “E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal”.

John Stott destaca a menção da Trindade na oração do Pai Nosso: “É através da criação do Pai e da sua providência que recebemos o pão de cada dia, e é através da morte expiatória do Filho que recebemos o perdão dos nossos pecados, e através do poder do Espírito Santo que habita em nós que somos livrados do maligno.”

O que fazemos, sempre que proferimos esta oração, é expressar nossa dependência de Deus em cada área da vida. São desafios de Deus para você:

1. Decida ser uma pessoa de oração, que tem prazer em comparecer, com humildade, na presença do Pai Celeste que sempre OUVE.
2. Organize sua vida para que haja lugar para a oração no seu dia-a-dia, mostrando que você realmente busca em primeiro lugar o Reino de Deus.
3. Arranje um companheiro de oração ou de fé no seu Pequeno Grupo, com quem você possa trocar experiências de alegria e ansiedade.

ENDEREÇO

R. Amazonas de Souza

Azevedo, 134 Bacacheri,

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