Por L. Roberto Silvado

“Você acredita que Deus ouve, se interessa e responde nossas orações?” Foi a pergunta que começamos a responder na nossa célula. Foi muito bom ouvir o que vários irmãos e irmãs tinham para falar, mas alguém me abençoou muito ao afirmar:

– Eu acredito porque eu me relaciono com Deus quando estou orando. Não é nem pelas muitas respostas às orações que eu tenho recebido. Quando eu oro eu converso com Deus. Este relacionamento é muito bom.

Deus é NOSSO PAI e isto faz com que a oração seja muito mais do que um mero exercício religioso e transforme-se em uma experiência relacional. Sempre é bom, antes de começarmos a orar, investir algum tempo lembrando-nos de quem é o
Pai Nosso a quem oramos.

Pai amoroso que sabe quantos fios de cabelo tem na nossa cabeça, sabe dos detalhes da história da nossa vida e nos ama com amor incondicional.

Oramos o Pai Nosso porque confiamos no nosso Pai Celeste. Jesus nos ensinou a orar: “Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o Teu nome. Venha o Teu Reino; seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.“ (Mateus 6.9,10).

Ao orarmos a primeira parte do Pai Nosso estamos buscando a glória de Deus em relação ao Seu nome, ao Seu governo e à Sua vontade.

Por ser Deus, o Pai Celeste, o Criador, além de onipotente (pode tudo) e onisciente (sabe tudo), é onipresente (está em toda parte). Em linguagem poética, ele sempre está à nossa frente (para nos guiar), atrás de nós (para nos empurrar), debaixo
de nós (para nos carregar), acima de nós (para nos abençoar), em torno de nós (para nos proteger) e dentro de nós (para nos santificar).

Ele está nas maiores alturas, na terra e nos subterrâneos, no Oriente e no Ocidente (Salmos 139.7-10). Ao orarmos assim, estamos dando a devida honra ao Seu nome que é “separado”, significado de santificado, de todos os demais nomes. Você tem honrado o nome de Deus com seus lábios?

Nós podemos construir muitos reinos, mas não podemos construir o Reino de Deus. Além de ser santo, Ele também é Rei, reinando em soberania absoluta sobre a natureza e sobre a história. O reino de Deus é o governo real do Senhor.

Orar que o Seu reino “venha” é orar que ele cresça à medida que as pessoas se submetam a Jesus através do testemunho da igreja, e que logo ele seja consumado com a volta de Jesus em glória para assumir o Seu poder e o Seu reino.

Nossas palavras, nossas vidas, nossas ações são sinais do Reino de Deus. Sem elas o mundo não O verá. Nossa parceria com Deus consiste em oferecer, com a boca, com o corpo e com a mente, a realidade deste Reino.

Aqueles que O aceitarem experimentarão desde já o poder da graça de Deus em suas vidas, mas aqueles que não O aceitarem, experimentarão, no futuro, o poder da justiça de Deus em suas vidas. Você tem expandido o Reino de Deus, falando do Seu amor aos seus SEMENTES?

A vontade de Deus é “boa, perfeita e agradável” (Romanos 12.2), pois é a vontade do nosso Pai que está nos céus, que é infinito em conhecimento, em amor e em poder. Jesus no Getsêmani nos ensinou a submissão à vontade do Pai ao orar: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a Tua”. (Lucas 22.42) Você tem se submetido à vontade de Deus para a sua vida?

O que Jesus nos incita a orar é que a vida na terra se aproxime o mais possível da vida no céu, pois a expressão “na terra como no céu” parece aplicar-se igualmente à santificação do nome de Deus, à propagação do Seu reino e à consumação da Sua vontade.

Você está disposto a orar o Pai Nosso para que a sua vida na terra seja parecida com o que ela será no céu?