Deus é relacional. Nós, como criação dEle, feitos à Sua imagem e semelhança, somos também essencialmente relacionais. Viver sozinho não é uma opção para ter uma vida sadia e, das riquezas que Deus nos deu, as pessoas que nos amam e que amamos é a maior delas. Mas nós perdemos a capacidade de ter relacionamentos sem interesse ou segundas intenções. Por mais bem intencionados, sempre esperamos algo do outro ou esperamos da relação, a resolução dos nossos problemas, algo para nos fazer feliz.

Vivemos também em uma sociedade paradoxal, que procura muitos relacionamentos, mas é feita de vazios. Se você observar, o mundo está cheio de pessoas que não acreditam mais no amanhã, não têm mais esperança, estão vivendo o luto, a falência, o desmanche de um relacionamento, experimentando amargura e escuridão. Outras, ainda não sabem nada sobre o propósito de viver, e de forma morna, sem sentido, desperdiçam os seus dias.

Deus não prometeu que mudaríamos o mundo ou acabaríamos com os problemas de todas as pessoas. Mas nos fez um convite a irmos de encontro com o sofrimento delas. Muitas pessoas só estão esperando uma pergunta e elas vão abrir os seus corações, contar as suas histórias, chorar ou sorrir. Este é um convite a deixar de lado um pouco a nossa necessidade de atenção e ajuda, para ouvir e ajudar a necessidade do outro.

Acredite. Os relacionamentos têm poder de curar e de transformar porque pessoas são instrumentos de Deus e são a expressão do amor dEle. Deus usa pessoas. A nossa amizade pode mudar a realidade de alguém.

“Eu estou aqui”

Podemos começar a ser próximos de uma pessoa de cada vez.  E amar é estar disposto a mudar o nosso planejamento ou a nossa agenda para estar presente. Jesus nos ensinou que devemos dar o valor mais alto aos relacionamentos, eles são a nossa prioridade. Por isso, só conseguimos amar, se investirmos tempo. Nem sempre teremos a melhor resposta para o sofrimento ou o direcionamento para as decisões de um amigo, mas precisamos estar presentes, preparados para dizer “eu estou aqui”. Isso pode mudar tudo.

“Pessoas não se importam com o quanto você sabe, até saberem o quanto você se importa” (L. Roberto Silvado)

Quando estamos presentes também choramos ou sorrimos juntos, compartilhamos a realidade. Deixamos um pouco de lado todos os nossos problemas e, mesmo tendo tantos pedidos para Deus, dedicamos tempo para orar por nossos amigos.

A Bíblia conta a história de um homem que mesmo sendo fiel e íntegro, perdeu tudo que tinha e sofreu as mais pesadas dores. Mas esta mesma história conta que “Depois que Jó orou por seus amigos, o Senhor o tornou novamente próspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes” (Jó 42.10). Mesmo depois de tudo que viveu, Jó investiu tempo orando por seus amigos. Deus honrou muito a sua vida.

Também devemos semear a esperança para as pessoas que perderam a capacidade de enxergá-la em meio à escuridão ou apatia em que vivem. Chamamos as de volta para a vida.

E se o nosso próximo tem necessidades, suprimo-as de forma prática, porque o amor é bondoso. Devemos enxergar as oportunidades!

Sacrificialmente

Jesus nos ensinou a amar e aceitar as pessoas como elas são, com as suas diferenças. Fazemos isso com paciência, bondade e de forma sacrificial (não apenas retribuindo o que recebemos). E assim caminhamos com os nossos amigos contribuindo para o seu amadurecimento e para que eles comecem a abençoar e amar outros próximos, e assim por diante.

Não tenha medo, Jesus nos ensina a amar!