Por Pr. Marcos Paulo Ferreira

Você já bloqueou alguém no Facebook? Saiu ou deletou alguém do grupo do Whatsapp? O mundo dos relacionamentos virtuais nos deu alguns comandos poderosos, dois deles são o “delete” e o “block”. Podemos nos relacionar com as pessoas que atraímos ou somos atraídos por elas pelo tempo que quisermos. Quando elas não forem mais interessantes para nós, podemos apagá-las ou simplesmente bloqueá-las temporariamente.

Esse controle sobre o outro, a partir somente de um click, alimenta consideravelmente nosso egoísmo e individualismo, levando-nos ao que Zygmunt Bauman chamou de “amor líquido”. Buscamos o prazer de nos relacionar sem assumir o custo de nos comprometermos com renúncia pessoal, sacrifício ou investimento de tempo no outro. Afinal de contas, a comida é instantânea, a informação está ao alcance de uma busca no Google e pessoas podem ser encontradas muito rápido nas redes sociais.

Larry Crabb, em seu livro Conexão, diz: “Uma tarefa fundamental da igreja é criar um lugar suficientemente seguro para que os muros sejam derrubados, suficientemente seguro para que cada um de nós reconheça e revele a própria aflição para ser curado”. A verdade é que não podemos ter uma vida saudável e espiritual sozinhos. Jesus mostrou isso com clareza, ao viver com relacionamentos. E foi por meio dos relacionamentos que o terreno dos corações foi trabalhado para a semente do espírito germinar, produzir cura e frutificar.

Relacionamentos não podem ser levados pelo vento e nem arrancados pelas tempestades. Relacionamentos precisam de raízes fortes e a Igreja do Senhor Jesus é capaz de dar esses fundamentos que curam e frutificam.

A IBB tem feito isso através do que chamamos de Relacionamentos Discipuladores, que acontecem prioritariamente dentro de nossos Pequenos Grupos. Você já faz parte de um Pequeno Grupo? Nesse Pequeno Grupo, você está caminhando mais perto de alguém em um Relacionamento Discipulador?

Assim, poderemos viver o que a Palavra de Deus nos ensina: “E consideremo-nos uns aos outros para incentivar-nos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia” (Hebreus 10.24 e 25).