No final de 2014 eu e meu esposo estávamos planejando a gravidez e em janeiro de 2015 descobrimos que estava grávida. Ficamos muito felizes com a notícia, pois era nosso sonho. Depois de alguns meses, comecei a ter pressão alta e a médica que me atendia orientou que eu fosse num especialista de gravidez de alto risco. Iniciei um tratamento com medicação específica para controle de peso e pressão. Em uma consulta de rotina, reclamei que o bebê não estava mexendo como normalmente, mas ela falou que estava tudo bem. No dia seguinte, fui fazer uma ultrassonografia, e a médica falou que o coração do bebê havia parado de bater. Aquele foi o pior momento de nossas vidas. Já estava com sete meses de gestação e sonhávamos com esta criança.

Com isso, começamos a questionar Deus. Nos revoltamos e choramos muito. Mas ainda, naquela sala, meu esposo segurou em minha mão e falou para orarmos, pois tudo o que acontece em nossas vidas é permissão de Deus. Reforçou a Palavra que diz que uma folha não cai de uma árvore sem a permissão dEle. A noite fizemos o procedimento para a retirada do bebê, através de um parto normal. Mesmo sendo muito dolorido, os amigos do nosso pequeno grupo nos confortaram, estando junto e orando conosco no hospital.

Tive uma crise de ansiedade que desencadeou uma síndrome do pânico. Pensei que ia morrer. Fui encaminhada para um psiquiatra e tive que fazer tratamento. Após um curto tempo, voltei ao médico e questionei quando eu poderia engravidar novamente e ele me respondeu que deveria aguardar pelo menos dois anos. Queríamos muito ter um filho, por mais que tudo ao nosso redor fosse um vento contrário.

Descobri que em minha família houveram casos de trombofilia, fui novamente até o especialista e comentei sobre isso. Começamos a investigar. No início fiquei apreensiva, com receio de dar positivo, mas ao mesmo tempo na esperança de um tratamento no início, com chances de uma nova gestação. Realmente, após a bateria de exames, o teste foi positivo. Em geral, eu tinha coagulação acelerada do sangue, problema que faz com que o bebê não receba os nutrientes necessários. Questionei como seria uma outra gravidez e o médico afirmou que não poderia garanti-la, muito menos a eficácia do tratamento até o final da gestação. Naquele momento, veio à minha mente: “Deus é um Deus de milagres. Ele é o Deus do impossível e se for da vontade dEle eu serei mãe.”

O médico me disse que o tratamento era muito caro, em torno de R$ 2.000,00 por mês. Começamos a ver como seria este tratamento, ou se pelo SUS conseguiríamos a medicação. Após 11 meses, descobrimos que eu estava grávida. Foi um misto de felicidade e medo, mas assim que pegamos aquele papel nas mãos, oramos a Deus e consagramos a Ele aquela gestação. Nos rendemos de corpo, alma e espírito, pois sabíamos que só Ele daria a vida e a manteria. Colocamos tudo embaixo de Sua vontade.

Agora tínhamos o desafio da medicação. Fomos até farmácias, hospitais, postos e procuramos por ajuda, sem êxito. Nos primeiros dias o auxílio veio da minha mãe, que doou 10 doses. Entramos com o processo judicial para que o SUS nos fornecesse, mas a alegação foi que esta medicação era demorada (em torno de 6 meses). Nesta mesma semana, um amigo doou mais 15 doses. Em paralelo, eu também estava sendo acompanhada pelo SUS. Para a honra e glória de Deus conseguimos toda a medicação que ainda faltava gratuitamente pelo SUS!

Muitas vezes somos incrédulos, mas Deus é Fiel! Ganhava os parabéns a cada consulta médica (meu peso e pressão estavam ótimos) e víamos Deus em cada detalhe. Foi uma gestação perfeita. Todos os dias orava e aplicava a injeção na barriga.

No dia 26 de janeiro de 2017 eu acordei às 7h da manhã com cólicas e em trabalho de parto. Fomos para o hospital e lá fizeram um parto normal. O Matheus nasceu saudável e perfeito. Hoje, para honra e glória do Senhor Jesus, eu tenho o meu filho! Ele é uma criança esperta, saudável e perfeita. Deus caprichou e o nosso filho é a melhor criança que Ele poderia ter nos presenteado. Nosso desejo é alcançar vidas através deste testemunho.