Por L. Roberto Silvado

Certa vez um atleta famoso comentou que por algum tempo tudo o que ele fazia estava relacionado
com a sua modalidade esportiva; ele comia, dormia, falava, e pensava aquele esporte. Até que um
dia percebeu que não poderia mais praticá-lo. Foi quando questionou o que faria de sua vida.

Certamente podemos dedicar nossas energias e anos de vida para muitas causas e objetivos. Mas,
apenas um objetivo de vida poderá consumir-nos, sem que venhamos a nos sentir frustrados por ele,
é a motivação correta para a vida.

Existe uma grande diferença entre simplesmente viver e viver com um propósito. Com o primeiro mandamento, “Não terás outros deuses além de mim”, Deus está propondo que estudemos os demais mandamentos com a perspectiva definida de que: Deus é o centro da nossa existência, o propósito de nossa vida. Existimos porque Deus existe. Quando se define isto, todas as demais coisas serão vistas, percebidas e experimentadas de uma forma diferenciada.

Uma pessoa egocêntrica tem a si mesma como deus. Tudo funciona em torno dela, que não admite a
necessidade ou o direito do próximo. Na sociedade atual do entretenimento, o lazer tem se
transformado em deus de muitos. São pessoas que não o abandonam por nada, porque estão
exercendo um direito. Transformaram o lazer na essência de sua existência.

Há pessoas que fazem do dinheiro o seu deus. Outros adoram o esporte… sempre vivemos em função do nosso deus.

Não estamos falando necessariamente de algo pecaminoso. Amor próprio, dinheiro, namorado, lazer,
esporte, profissão não são pecados em si mesmos. O problema começa quando essas coisas e
atividades se tornam a essência da vida.

O primeiro mandamento trata do equilíbrio interior de cada um. O pecado causa desequilíbrio, levando ao exagero, colocando outras coisas ou pessoas no lugar de Deus. É necessário que nossa essência esteja ajustada. Quando Deus é prioridade na nossa vida, as demais coisas se encaixam no lugar certo. “Onde estiver o seu tesouro aí estará o seu coração” (Mateus 6.21).

Invista algum tempo hoje pensando em quem ou o quê é o seu tesouro. Avalie o seu canhoto do talão
de cheques, extrato do cartão de débito ou crédito. Verifique na sua agenda diária como seu tempo
está sendo usado e procure os “deuses” que podem estar tomando o lugar do Deus verdadeiro e
desequilibrando sua existência.

Busque a Deus e descubra a alegria de ter a Ele e somente a Ele como a razão de viver.