Por Marcos Paulo Ferreira

No Sermão do Monte podemos tam­bém descobrir que a verdadeira espiritu­alidade passa pela pessoa de Jesus, não é somente um código de ética, mas um estilo de vida que depende da pessoa dEle.

Diante de outras formas de espiritualidade, o Se­nhor Jesus diz: “Eu, porém digo a vocês”, mostrando claramente que somente Ele é o “caminho, a verdade e a vida” (João 14.6).

No Sermão do Monte en­contramos Jesus falando sobre os aspectos de manifestações exteriores de espiritualidade. Ele mostra quais são manifestações fru­tíferas e quais são estéreis.

No caso de manifestações estéreis, muitas pes­soas procuram externar uma espirituali­dade com a motivação errada, não estão em busca da verdadeira espiritualidade, estão somente querendo atrair para si as atenções, seu foco está no seu próprio ego, uma espécie de egolatria, pois fazem de tudo para “serem vistos pelos outros” (Mateus 6.5).

Outros estão presos a lega­lismos e fazem questão de mostrar suas obras para que possam ser justificados pe­las pessoas.

No Sermão do Monte, encon­tramos Jesus batendo de frente com essas exterioridades estéreis, mas também o ve­mos desafiando a uma espiritualidade que deve ser frutífera.

Observamos através do Sermão do Monte que é impossível uma vida de discípulo não refletir em exterioridades frutíferas, pois Ele mesmo dis­se que é necessário que “brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras” (Mateus 5.16), pois Deus é glorifica­do “pelo fato de vocês darem muito fruto” (João 15.8) e é assim que se mani­festam os discípulos dEle (João 15.8).

Diante disso, o desafio do Senhor Je­sus é o desafio a uma espiritualidade que se deixa sondar pelo Espírito Santo, para expô-la a um espelho, apresentando-nos face a face com Deus e conosco, permi­tindo-nos ver exatamente como somos e como devemos ser.

Não é uma espiritua­lidade comum, na qual “até os pagãos fa­zem isso!” (Mateus 5.47), mas uma busca sincera do que Jesus pediu: “sejam per­feitos como perfeito é o Pai celestial de vocês” (Mateus 5.48); “eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus” (Mateus 5.20).

É somente a partir des­sa perspectiva, depois de vermos a nós mesmos, nossas fraquezas e falibilidade e de refletirmos sobre a glória de Deus que encontraremos refúgio em Cristo e nos enchermos do Espírito Santo, o úni­co que pode consumir os vestígios do or­gulho humano e de tudo que pode nos desviar de uma vida santa diante dEle. Assim, a verdadeira espiritualidade se encontra ao trilhar o Caminho que é Je­sus e em Jesus.