Por Marcos Paulo Ferreira

A vida é um presente de Deus. Ainda me lembro do período no qual eu e minha esposa estávamos tentando engravidar e fazíamos tratamentos para ajudar na fecundação. Digo ajudar, porque descobrimos que o tratamento mais avançado que existe não conseguiria passar de 40% de possibilidade de gravidez e que o restante somente Deus poderia fazer.

A vida está nas mãos de Deus. A questão é: qual é a nossa atitude com Aquele que nos deu esse presente chamado vida?

Lendo Salmos, com certeza você já deve ter percebido o quanto de vida flui de cada palavra dessas poesias. Celebração, riso, alegria, choro, pranto, angústia, violência, medo, indignação, fé, esperança, amor e tantas outras expressões que revelam vida.

Os Salmos são viscerais, apresentam a vida como ela é, mas sem perder de vista algo essencial: a gratidão a Deus, a reverência ao Criador e a tudo que Ele criou. Faz da vida um culto a Deus, um louvor contínuo.

A tendência humana é querer separar o culto da vida. Queremos fechá-lo em um mo­mento durante a semana, como se somente o momento em que se reúne toda a igreja com canções, orações e outras representações estéticas fosse o que Deus espera de nós. Entretanto, é na vida, durante a caminhada, que devemos adorá-lo.

Ao fazer de cada mo­vimento da vida, seja de choro, alegria, traba­lho, partilha, descanso ou lazer, um culto ao Senhor, podemos de fato vivenciar em nossos cultos da igreja, vida. Se há culto na vida, há vida no culto, como disse Irineu, um dos pri­meiros teólogos da história da Igreja.

Esse conceito da vida como um culto já aparece no Sinai, quando Deus dá ao povo os mandamentos norteadores de como vi­ver a vida e as orientações que devem reger o culto a ser-Lhe oferecido com toda a con­gregação (Êxodo 20.1-17,24). Vida e culto in­timamente ligados! O meu culto individual reflete no meu culto coletivo.

No Novo Testamento, quando a mulher samaritana pergunta a Jesus onde se deve­ria adorar, ele responde: “está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verda­deiros adoradores adorarão o Pai em espí­rito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é ne­cessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.21-25).

Por isso, viva a vida como um adorador ao Criador. Como nos Salmos, chore, não esconda a dor, clame ao Senhor em sua an­gústia; alegre-se, grite a sua vitória; celebre, pule e dance. “Quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para glória de Deus” (1 Coríntios 10.31). As­sim, haverá culto na vida e muito mais vida nos cultos.

 

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